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domingo, 4 de dezembro de 2011

Desenvolver com harmonia

Harmonizar desenvolvimento econômico e preservação ambiental é o desafio das empresas que querem crescer, no mundo atual, sem olhar o desenvolvimento sustentável pelo retrovisor. No setor de mineração, onde a extração das riquezas em estado natural do solo suscita, ainda hoje, debates acalorados sobre o impacto dessa atividade na natureza, o tema sustentabilidade entrou definitivamente na pauta das empresas mineradoras. Trata-se de uma questão estratégica, afinal os recursos minerais são finitos. É preciso cuidar do futuro.
 “Qualquer atividade industrial tem impacto ambiental e a indústria extrativa mineral tem essa imagem de que causa muitos danos, mas é preciso destacar que um dos aspectos exigidos para o licenciamento ambiental é justamente a compensação ambiental”, afirma Clovis Torres, vice-presidente executivo da Bahia Mineração. A Bamin tem licença para explorar por 25 anos jazidas de ferro no sudoeste baiano, sendo a maior delas no município de Caetité.
 O Projeto Pedra de Ferro, cujos investimentos são da ordem de US$ 1,8 bilhão, deverá produzir aproximadamente 19,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e transformar o estado em um dos maiores produtores de minério de ferro do país. A Bamin só começa a operar em 2013, mas há três anos vem desenvolvendo projetos social e ambientalmente responsáveis, como foco na sustentabilidade, em Caetité, Pindaí e Ilhéus, localidades onde o projeto vai gerar impactos.
 Segundo Clovis Torres, todas as ações da empresa estão pautadas na sustentabilidade. “Entendemos que o social, o econômico e o meio ambiente têm que andar juntos”, afirma. Por ser um projeto de mineração e ter um impacto relevante nesses três pilares, a Bamin baseia suas ações nas estratégias de comunicar-se com transparência, buscar apoio das comunidades envolvidas e mostrar com clareza osimpactos no meio ambiente e as ações da empresa para reduzi-los ou mitigá-los. “Estamos agindo com muita segurança e vigor no que se refere à questão da sustentabilidade”, garante Torres.
 A Bahia Mineração estima que vá gastar, durante a vida útil do Projeto Pedra de Ferro, aproximadamente R$ 30 milhões em ações destinadas à preservação do meio ambiente, dentre as quais aquelas previstas legalmente pelos órgãos ambientais, e também em ações socioeconômicas. Há três anos o montante previsto era de R$ 20 milhões, ou seja, houve um acréscimo de 50%.
 Dos R$ 30 milhões, Torres informa que o equivalente a 15% já foram aplicados desde 2008, inclusive em programas como Circuito do Lixo, Formar para Transformar e Pedrinha de Ferro. O objetivo é preparar as comunidades envolvidas para lidar com as mudanças e os impactos que resultarão da operação das minas. “Entendemos as consequências que um projeto desse porte traz para uma comunidade que não esteja preparada”.

 

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